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Benefícios da leitura para as crianças

Há cerca de 2 anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a campanha Receite um Livro. A  iniciativa quer incentivar os médicos pediatras a prescrever a chamada leitura parental – quando lemos para crianças – já a partir da gestação. Veja por que essa recomendação médica, adotada em muitos outros países, é tão importante.

 

  1. Fortalece o vínculo com quem lê para a criança, ou seja, pais, familiares, cuidadores ou educadores.

 

  1. Contribui para o desenvolvimento da atenção, da concentração, do vocabulário, da memória e do raciocínio.

 

  1. Estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade.

 

  1. Ajuda a criança a perceber os próprios sentimentos e a lidar com as emoções.

 

  1. Contribui para o desenvolvimento da chamada empatia – que é a capacidade de se colocar no lugar do outro.

 

  1. Ajuda a minimizar problemas comportamentais, como agressividade e hiperatividade.

 

  1. Melhora a qualidade do sono.

 

  1. Estimula a linguagem oral.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.

 

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Filho doente ? Mandar ou não para creche?

Como nem sempre é possível saber com certeza se o que ele tem é ou não contagioso, não mande a criança para a escola ou creche se ela apresentar os seguintes sintomas:

  • Além da febre, ele pode estar irritado, letárgico, choramingando, inapetente, com nariz entupido e um pouco ofegante.

 

  • Quadros respiratórios, como bronquioliteou gripe, especialmente se ele tiver febre. Em caso de coqueluche, a criança deverá permanecer em casa até cinco dias depois de ter iniciado o tratamento com antibióticos. Resfriados comuns, só com coriza e espirros, sem febre, não são motivo de faltar.

 

  • Diarreia e vômito.Esses podem ser sintomas de uma virose estomacal, e seu filho precisa ficar em casa até dois dias depois de a diarreia e o vômito terem passado. Se aparecer sangue ou muco no cocô, seu filho também não deve ir para a escola, já que pode sinalizar infecção.

 

  • Conjuntivitee secreção amarela saindo dos olhos significam que seu filho não pode ter contato com outras crianças.

 

  • Erupções de pele contagiosas,como impetigo, sarna ou berne.

 

  • Manchas, vermelhidão ou bolinhas na pele acompanhadas de febreou outros sintomas podem ser sinal de catapora, infecção pelo vírus Coxsackie (bolhas nas mãos, pés e boca), escarlatina, roséola ou sarampo. Veja uma galeria de fotos sobre manchas, bolinhas e erupções de pele.

O que faço para que ele possa voltar logo para a escola?

Além de deixar seu filho bem tranquilo em casa nessas ocasiões em que não está bem, bons hábitos de higiene realmente ajudam na prevenção de novas infecções.

Lave frequentemente suas mãos e as do seu filho com água e sabonete. Esse hábito é especialmente importante depois de troca de fraldas, de usar o banheiro, de assoar o nariz, e antes de preparar alimentos e comer.

Procure montar com antecedência um esquema alternativo para quando seu filho ficar doente, uma espécie de “plantão”. Infelizmente, as doencinhas são comuns quando a criança é pequena, principalmente para quem frequenta creche ou escola, e você vai ter de ficar em casa ou arranjar alguém para cuidar do seu filho sempre que uma dessas infecções ou viroses aparecer.

 

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O uso da tecnologia na infância

Embora a tecnologia faça parte da vida moderna, qual será a utilidade e o lugar que os computadores e a internet devem ter na vida das crianças?

Será que os jogos eletrônicos ou PCs games que estimulam a resposta instintiva, não reflexiva e imediata, oferecem benefícios educativos ou didáticos para as crianças na primeira infância?

Vamos olhar para o desenvolvimento infantil de 0 a 6 anos e avaliar juntos qual o lugar e a necessidade do uso da tecnologia na primeira infância.

 

Nos três primeiros anos de vida

O primeiro ano de vida é marcado, principalmente, pelas diversas fases do desenvolvimento motor. O bebê irá tomar posse do próprio corpo, descobrindo possibilidades e desenvolvendo as suas habilidades motoras.

O bebê vive, primeiramente, em um mundo de sensações e propriocepções que gradativamente vai dando lugar a percepção do ambiente e do outro.

O ser humano é um ser social que só terá o seu desenvolvimento sadio se este for permeado pelo vínculo, isto é, pelo relacionamento humano afetuoso.

O segundo ano de vida é marcado principalmente pelo desenvolvimento da fala, a criança já entende a fala do adulto e pouco a pouco passa a falar palavras e frases curtas desenvolvendo gradativamente a comunicação através da palavra. No segundo ano de vida a criança que aprendeu a andar irá aprender a correr, a saltar e escalar, desenvolvendo equilíbrio e explorando o espaço físico.

No terceiro ano de vida a criança começa a estruturar melhor as suas frases, suas brincadeiras se tornam mais complexas e ela passa a buscar mais ativamente a interação com outras crianças. É através da brincadeira iniciada pela própria criança e da liberdade de movimento que a criança conhece o próprio corpo, o meio ambiente e desenvolve a capacidade de se relacionar socialmente. Piaget afirma que a exploração e a ação sobre o mundo externo são uma forma de inteligência. A assimilação sensório-motora conduz a uma certa lógica que organiza o mundo real, estruturando categorias de ações que embasam as futuras operações do pensamento.

Logo, as relações e as experiências diretas que acontecem através dos cuidados diários e do livre brincar nos primeiros anos de vida, proporcionam a base necessária para o desenvolvimento da inteligência.

 

A cultura atual e o computador

O computador, enquanto ferramenta de trabalho, informação, pesquisa e comunicação tornou-se indispensável para a nossa cultura. Tornou-se tão necessário e imprescindível que hoje existe um novo analfabetismo, o analfabetismo digital. A geração que entrou em contato com o computador na década de 90, já adulta, e teve dificuldades para se adaptar a esta nova linguagem, muitas vezes teme que seus filhos cresçam sem se familiarizar com esta ferramenta. Portanto, se admira e acha incrível que as crianças consigam aprender com tanta rapidez como utilizar estes meios. No entanto, é importante lembrar que hoje é muito mais fácil navegar na internet, utilizar um computador ou celular do que já foi no passado, a sua utilização foi muito simplificada, sendo autoexplicativa, o que dispensa a pressa na aquisição destas habilidades.

A criança precisa sentir, experimentar e vivenciar concretamente o seu próprio corpo, o espaço físico, a natureza e as relações sociais para poder se constituir enquanto sujeito. Até os três anos de idade a tecnologia, os jogos eletrônicos e o computador não trazem qualquer benefício para as crianças, porque apresentam uma realidade virtual oferecendo um aprendizado muito restrito que não contribui para desenvolver a capacidade de agir no mundo, a capacidade de realizações concretas. Os jogos eletrônicos podem ser limitadores ou até mesmo prejudiciais quando ocupam o tempo e o espaço que deveria ser destinado ao desenvolvimento motor, emocional e cognitivo. E ainda diminuem a capacidade de concentração pelo excesso de estímulos visuais que oferecem.

Dos 3 aos 6 anos de idade

A criança desenvolve a sua fantasia e imaginação por meio de brincadeiras que envolvem movimento, ação e interação. Este brincar que tem origem na iniciativa própria da criança é um brincar muito rico que proporciona o desenvolvimento de capacidades cognitivas, da inteligência, preparando a criança para o aprendizado escolar do ensino fundamental e médio através das experiências vividas.

O entretenimento virtual com jogos eletrônicos e PCs games se mostram limitados oferecendo dificuldades significativas para o desenvolvimento sadio, são elas:

  • Diminuição da participação em atividades sociais
  • Dificuldades nas relações sociais
  • Afastamento das crianças e jovens de seus pais
  • Estímulo e dessensibilização à violência
  • Valores éticos questionáveis vinculados a estes produtos
  • Dificuldades de aprendizagem escolar
    • Resultado pela mudança no tipo de atenção, não adequado às aulas tradicionais

E também riscos à saúde:

  • Problemas visuais
  • Problemas auditivos
  • Lesões por esforço repetitivo (LER)
  • Causam vício (da mesma forma que os jogos de azar)
  • Transtorno do jogo pela internet
    • Manual Diagnóstico e estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5

 

É bem provável que os jogos eletrônicos se transformem, em um futuro próximo, em excelentes ferramentas de apoio educacional para o ensino fundamental e médio. No entanto, para a educação infantil de 0 a 6 anos o que promove o desenvolvimento infantil sadio são vínculos fortes e significativos e o brincar livre.

Como tudo o que é proibido desperta ainda mais a curiosidade e o interesse, não devemos proibir o uso do computador, mas na primeira infância o seu uso deve ser bastante limitado e controlado para evitar excessos e prejuízos.

 

Bibliografia

FRIEDMAN, A. e col. Caminhos para uma aliança pela infância. São Paulo: Aliança pela Infância, 2003.

GIMAEL, Patrícia Couto Infância Vivenciada – São Paulo – Editora Paulinas -2013

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM – 5. Porto alegre: Artmed, 2014.

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